
A propósito da teoria necessária
Fátima Camargo
O processo de formação do profissional de educação implica em trabalho permanente de reflexão, que se faz antes sobre a prática, sobre o fazer cotidiano de cada um, em sala de aula com crianças, adolescentes ou adultos ou na coordenação, junto a outros educadores. Também através do estudo teórico, sobre a palavra de outros, que chega para responder, as vezes até ampliar, as nossas perguntas. Há que tê-las, antes que se inicie o estudo.
Na medida que a teoria incida sobre a prática, a ponto de iluminá-la no presente ou alimentá-la para o futuro, será importante estudar. Se for possível manter vivo o movimento de reflexão permanente visando maior competência na ação pedagógica e educativa, a teoria se transformará em aliada bem-vinda e virtuosa!
Caso contrário, não ganhará sentido. Um estudo imposto, para o qual não há demanda interna do sujeito que aprende, não avança. Cai em solo estéril e não germina!
O interesse e a necessidade individual de estudo são forjados naquilo que nos falta de conhecimento para darmos conta de uma prática consistente e conseqüente.
Só esta consciência e a iniciativa voluntária de dedicação ao estudo teórico podem conferir o valor que ele, de fato, possui.
Estudar dá trabalho! É isto que venho observando na minha prática de educadora e aprendiz também aqui, no Espaço Pedagógico, ao longo destes anos. No entanto, quando este trabalho é motivado pelas perguntas que nos formulamos frente a ação de ensino que desenvolvemos, são inestimáveis os avanços por ele promovidos.
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