O início do processo de adaptação
de um grupo é um momento delicado. Momento onde o educador necessita concentrar
suas energias para dois focos essenciais de seu trabalho: a construção
da rotina e do vínculo.
Para isso, ele necessita delimitar
as atividades, dentro de uma constância, seus objetivos, suas regras,
os compromissos de cada um para com as tarefas, a organização dos limites
de tempo, espaço e materiais, para a construção do seu trabalho e do grupo.
Estar aberto à construção do
vínculo, significa assumir-se, primeiro que tudo, enquanto autoridade
e modelo. Autoridade, que neste primeiro movimento do processo de adaptação,
centraliza intervenções e encaminhamentos para o favorecimento do conhecimento
da matéria e dos sujeitos, entre todos.
O desafio neste momento é aceitar,
temporariamente, o "pedido" de centralização do grupo, pois todos ainda
só vêem o educador, exacerbam sua importância, ainda não se conhecem.
Centralizar para organizar, construindo
num movimento de cumplicidade e respeito, a confiança, ao mesmo tempo
em que prepara o momento de descentralizar, é o desafio.
Mas é na estruturação do vínculo
entre ele e o grupo, e com cada um, ao mesmo tempo coordenando a interação
entre todos, onde reside a força estruturante do seu ensinar, dentro do
processo de adaptação.