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  Desvelo na construção do grupo

Madalena Freire

O início do processo de adaptação de um grupo é um momento delicado. Momento onde o educador necessita concentrar suas energias para dois focos essenciais de seu trabalho: a construção da rotina e do vínculo.
Para isso, ele necessita delimitar as atividades, dentro de uma constância, seus objetivos, suas regras, os compromissos de cada um para com as tarefas, a organização dos limites de tempo, espaço e materiais, para a construção do seu trabalho e do grupo.
Estar aberto à construção do vínculo, significa assumir-se, primeiro que tudo, enquanto autoridade e modelo. Autoridade, que neste primeiro movimento do processo de adaptação, centraliza intervenções e encaminhamentos para o favorecimento do conhecimento da matéria e dos sujeitos, entre todos.
O desafio neste momento é aceitar, temporariamente, o "pedido" de centralização do grupo, pois todos ainda só vêem o educador, exacerbam sua importância, ainda não se conhecem.
Centralizar para organizar, construindo num movimento de cumplicidade e respeito, a confiança, ao mesmo tempo em que prepara o momento de descentralizar, é o desafio.
Mas é na estruturação do vínculo entre ele e o grupo, e com cada um, ao mesmo tempo coordenando a interação entre todos, onde reside a força estruturante do seu ensinar, dentro do processo de adaptação.


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11. Diálogos Formadores
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