BUSCA:



Histórico
Equipe
Público atendido





São Paulo
Bauru
 






  Sinais do Corpo

Madalena Freire

Somos o que somos.
Somos o que sentimos.
Somos o que pensamos.
Somos o que desejamos.
Somos o que fazemos, mediados por gestos e movimentos.
Somos nosso corpo.
Carregamos em nosso corpo as marcas de nossos sentimentos, crises, conquistas, impasses, nossa história.
Nosso corpo nos retrata e nos expressa. Ao mesmo tempo que nos expressamos por ele. Expressamo-nos, buscando e entrando, ou não, em comunicação com o outro.
Esta interação permanente entre meu corpo, o corpo do outro e a realidade, sofre modificações e é, ao mesmo tempo modificado, num movimento contínuo de transformações.
O corpo fala. Mesmo quando quer esconder sua fala, "o corpo não mente".
Explode em sintoma, em "jeito" de alerta para nós mesmos e para o outro.
Estar atento para ouvir e ver, entrando em sintonia, com nosso corpo e de nossos alunos, é desafio fundamental do educador.
Ver, tentando decifrar, ler os sinais, os significados que o corpo expressa, comunicando os desafios do processo de aprendizagem é tarefa do educador no seu ensinar. A observação é seu instrumento decisivo.
Um corpo jogado, largado, um corpo tenso, retesando energias, um corpo acabrunhado, "diminuindo", um corpo onde tudo parece estar bem, mas foge temeroso ao toque... todos estes são sintomas que retratam os desafios que devemos lidar no processo de aprendizagem de nossos alunos. Na relação com eles, temos com nosso corpo, um instrumento precioso que em muitas situações abre portas inimagináveis, que é o toque.
Dependendo de como recebemos um aluno, num abraço afetuoso e quente podemos produzir mudanças durante aquela aula... Ou se o olhar nosso foi lançado e recebido como um afago, naquele momento de insegurança, ou ainda em situações extremas, lidando com limites, temos um toque firme, duro, "apertado", todos esses momentos de afeto são traduzidos pelo toque.
Não basta ter um corpo, é necessário senti-lo, amá-lo, cuidá-lo respeitosamente, conhecê-lo, vivê-lo na totalidade, para que possamos, na relação com o outro, assumir com autoria, o que somos, sentimos, desejamos, pensamos, fazemos com nosso corpo, nossa vida, nossa história.


reflexões que convidam a pensar conosco
as questões de educação e cultura
 


12. Diálogos Ressignificados
11. Diálogos Formadores
10. Diálogos Heterogêneos
Números Anteriores




 





ContentStuff.com Business Solutions
Copyright © 2004 - Espaço Pedagógico
Nossos telefones: Em São Paulo (11) 5506-5208 e em Bauru (14) 3223-4118